quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Experiência com leitura e Escrita

       A Leitura sem dúvida é uma experiência fantástica e indescritível. Assim como para tantas outras pessoas, o mundo das palavras sempre esteve profundamente presente em minha vida.

      Desde sempre tenho lembranças de estar lendo algo, as palavras sempre estiveram diante de meus olhos e em minhas mãos.

       Na adolescência recordo de inúmeros livros lidos, em especial os da coleção Vaga-Lume, alguns com títulos agradáveis como “Zezinho o dono da porquinha preta” e a “Ilha perdida”, e outros um tanto quanto amedrontadores como “Um cadáver ouve rádio”. Impossível também esquecer as inúmeras aventuras do “Cachorrinho Samba”.

       Sempre fui uma “devoradora” de livros, estranho utilizar esse termo, mas era assim que me sentia, com uma vontade perturbadora de “devorar” cada linha ou parágrafo dos livros e suas histórias. Confesso que nunca gostei de livros de autoajuda. Gostava de aventuras, ficção e histórias de amor.  Gostava de “conversar” com os personagens, sorrir e sofrer com suas alegrias e angustias. Sempre tive também um carinho e interesse especial por revistas, principalmente as de divulgação científica, que traziam as descobertas recentes da ciência ou que explicavam o mundo a nossa volta. Dessa forma, a leitura sempre esteve presente no meu cotidiano, transformando-me e influenciando inegavelmente em minha escrita, dentro e fora do ambiente escolar.

       Ah! Os caminhos árduos da escrita, vencer o desafio de gradativamente ir organizando e dando sentido a uma profusão de palavras e ideias que surgem na nossa frente nos instigando, e ao final, ainda superar aquela angústia desconcertante de aceitar o texto como acabado, mesmo com aquela incômoda sensação de que o mesmo sempre poderia estar melhor. Mas, como afirmou Nilson José Machado, a escrita é algo fundamental ao ser humano, algo que nos diferencia dos outros animais, algo permanente ao contrário da oralidade que não é duradoura. No entanto, inegável é a constatação de que essa árida tarefa tornou-se muito mais amena pelas experiências proporcionadas pelas diversas leituras. Riqueza de vocabulário e repertório, assim como poucos erros gramaticais foram habilidades adquiridas através do mundo das palavras.

       Hoje, continuo apaixonada pela leitura, devo confessar que não leio tanto quanto gostaria, mas, assim como Nina Horta, também sou viciada em leitura e ler também me dá um prazer imensamente grande, assim como enriquece significativamente minha prática em sala de aula.

Fonte: Depoimentos sobre ler e escrever, uma porta para o o outro. Nina Horta e Nilson José Machado. Melhor Gestão, Melhor Ensino - Ciências 

Um comentário:

  1. Temos que dar a devida importância para essa série Vagalume pelos serviços prestados ao desenvolvimento da leitura e da escrita (por que não?) através de das gerações.

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