Melhor Gestão, Melhor Ensino
O presente blog foi criado dentro do curso MGME - Melhor Gestão e Melhor Ensino de Ciências. O objetivo é proporcionar a reflexão e a socialização de práticas que possam fortalecer as ações em sala aula, promovendo assim a melhoria da qualidade da educação.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Minha história com a leitura
Agora é a minha vez de contar como o hábito da leitura se desenvolveu na minha vida:
Minha história com a leitura ao longo da minha vida foi um processo lento, de décadas, por outro lado, minha história com a escrita é quase nula. Sim, para mim ler e escrever são coisas completamente distintas, pois amo ler, e odeio escrever.
Lembro-me que chorei no meu primeiro dia de aula na 1ª série, pois eu não sabia nem ler, nem escrever. Minha mãe, muito sábia, me disse uma frase que até hoje repito em sala de aula: "Você não sabe? Então está no lugar certo!". Em poucos meses, eu já não deixava passar uma placa publicitária sequer sem ser lida atenciosamente. Fiacava maravilhado com o simples fato de uma pessoa deixar uma mensagem num papel sulfite que, depois de um tempo, seria lida e entendida por outra pessoa. Olhando o depoimento das personalidades descritas no curso e até dos amigos de fórum, parei para pensar na maior descoberta que fiz quando li meu pimeiro livro, já com 17 anos de idade: A capacidade de deixar o mundo real por alguns momentos e viver algo totalmente novo, no meu mundo particular. Cheguei até a ficar com medo de ter autismo. Nos cursos técnicos que fiz e depois na graduação, encontrei um novo sentido na leitura, que é a descoberta de fatos novos, a compreensão daquilo que era mistério. Sim, eu creio que só aprendi conteúdos substanciais com a leitura nas séries iniciais e depois do Ensino Médio, até então, eu só aprendia quando o professor era um bom palestrante e "explicava bem".
E a escrita? Bom, assim como na música, sou muito melhor apreciando do que executando.
Experiência com leitura e Escrita
A Leitura sem dúvida é uma experiência fantástica e indescritível. Assim como para tantas outras pessoas, o mundo das palavras sempre esteve profundamente presente em minha vida.
Desde sempre tenho lembranças de estar lendo algo, as palavras sempre estiveram diante de meus olhos e em minhas mãos.
Na adolescência recordo de inúmeros livros lidos, em especial os da coleção Vaga-Lume, alguns com títulos agradáveis como “Zezinho o dono da porquinha preta” e a “Ilha perdida”, e outros um tanto quanto amedrontadores como “Um cadáver ouve rádio”. Impossível também esquecer as inúmeras aventuras do “Cachorrinho Samba”.
Sempre fui uma “devoradora” de livros, estranho utilizar esse termo, mas era assim que me sentia, com uma vontade perturbadora de “devorar” cada linha ou parágrafo dos livros e suas histórias. Confesso que nunca gostei de livros de autoajuda. Gostava de aventuras, ficção e histórias de amor. Gostava de “conversar” com os personagens, sorrir e sofrer com suas alegrias e angustias. Sempre tive também um carinho e interesse especial por revistas, principalmente as de divulgação científica, que traziam as descobertas recentes da ciência ou que explicavam o mundo a nossa volta. Dessa forma, a leitura sempre esteve presente no meu cotidiano, transformando-me e influenciando inegavelmente em minha escrita, dentro e fora do ambiente escolar.
Ah! Os caminhos árduos da escrita, vencer o desafio de gradativamente ir organizando e dando sentido a uma profusão de palavras e ideias que surgem na nossa frente nos instigando, e ao final, ainda superar aquela angústia desconcertante de aceitar o texto como acabado, mesmo com aquela incômoda sensação de que o mesmo sempre poderia estar melhor. Mas, como afirmou Nilson José Machado, a escrita é algo fundamental ao ser humano, algo que nos diferencia dos outros animais, algo permanente ao contrário da oralidade que não é duradoura. No entanto, inegável é a constatação de que essa árida tarefa tornou-se muito mais amena pelas experiências proporcionadas pelas diversas leituras. Riqueza de vocabulário e repertório, assim como poucos erros gramaticais foram habilidades adquiridas através do mundo das palavras.
Hoje, continuo apaixonada pela leitura, devo confessar que não leio tanto quanto gostaria, mas, assim como Nina Horta, também sou viciada em leitura e ler também me dá um prazer imensamente grande, assim como enriquece significativamente minha prática em sala de aula.
Fonte: Depoimentos sobre ler e escrever, uma porta para o o outro. Nina Horta e Nilson José Machado. Melhor Gestão, Melhor Ensino - Ciências
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Gentileza gera gentileza
Valores como gentileza, generosidade e respeito, tão esquecidos nos dias atuais, podem ser resgatados.
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